Legibilidade (Dad Squarisi e Arlete Salvador, 2005)

Arte de ler, A (Mortimer J. Adler e Charles Van Dorem, 1974).
14/05/2005
Nova ciência eleitoral, A (Cid Pacheco e Marcelo Serpa, 2006)
10/02/2006

SQUARISI, Dad; SALVADOR, Arlete. A arte de escrever bem. São Paulo: Contexto, 2005.

Para aferir o grau de dificuldade de leitura de um texto, parágrafo por parágrafo:

> Conte as palavras do parágrafo;

> Conte as frases do parágrafo;

> Conte as palavras polissílabas (palavras com 4 ou mais sílabas) do parágrafo;

> Divida o número de palavras pelo número de frases para obter a média da palavra/frase no texto;

> Some a média da palavra/frase do texto ao número de polissílabos;

> Multiplique o resultado por 0,4 (média de letras da palavra na frase de lingua portuguesa);

> O produto encontrado é o índice de legibilidade;

> Se o índice encontrado for superior a 15, preocupe-se: diminua o tamanho das frases; mande algumas proparoxítonas pro espaço.

Abuse dos dois.

Facilite a vida do leitor.

Índice de Legibilidade

1 a 7 >=> História em quadrinhos;

8 a 10 >=> Excepcional;

11 a 15 >=> Ótimo;

16 a 19 >=> Pequena dificuldade;

20 a 30 >=> Muita dificuldade

31 a 40 >=> Linguagem técnica / científica;

Acima de 41 >=> Nebulosidade.

 

Algumas Dicas:

> Não perca seu leitor de vista: escrever é verbo transitivo. Quem escreve, escreve para alguém.

> Fique a vontade, seja natural, imagine seu leitor à sua frente, conversando com você.

> Espaceje suas frases com pausas.

> Sempre que possível, faça perguntas diretas;

> Confira ao texto um toque humano: você escreve pra gente de carne e osso;

> Prefira frases curtas – lembre Vinicius: Uma frase longa não é nada mais que duas curtas;

> Prefira palavras curtas. Entre duas curtas, prefira a mais expressiva.

> Substitua as palavras proparoxítonas.

 

 

DAD SQUARISI

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