Estranhos primórdios, povos pré-históricos e primitivos – América antiga. GOMBRICH. 2013.

Ouvir, haver. ANDRADE.
03/09/2014
Cid Pacheco – aniversário de 92 anos
07/09/2014

Veja a maquete da casa de um chefe da tribo haida, no noroeste da América do Norte, com três mastros totênicos. O mastro ilustra uma antiga lenda desta tribo.

“Era uma vez um jovem da aldeia Gwais Kun que costumava passar o dia todo preguiçosamente na cama.
Um dia, foi repreendido pela sogra em virtude desse mau habito, e envergonhado, saiu de casa decidido a matar o monstro que vivia num lago e que se alimentava de seres humanos e baleias.
Com a ajuda de um pássaro encantado, preparou a armadilha com o tronco de uma árvore, no qual pendurou duas crianças como iscas.
O monstro foi apanhado, o jovem vestiu-se com sua pele e pôs-se a pescar, indo regularmente depositar à porta de sua sogra os peixes que capturava.
Ela ficou tão lisonjeada com aquelas inesperadas oferendas que começou a julgar-se uma feiticeira poderosa.
Quando o jovem finalmente a esclareceu sobre os presentes, ela ficou tão envergonhada que morreu.”

Todos os personagens estão representados no mastro central. A máscara abaixo da entrada mostra uma das baleias que o monstro costumava comer. A máscara grande sobre a entrada representa o monstro; acima dela, a forma humana da sogra desafortunada. A peça com um bico, imediatamente a seguir, é o pássaro que ajudou o herói, que por sua vez se encontra mais acima, vestido com a pele do monstro, com os peixes que pescou. As figuras humanas, no topo, são as crianças por ele usadas como isca.

foto-1

Maquete de casa de um chefe haida, século XIX, indígenas de costa noroeste americana.

ESTRANHOS PRIMÓRDIOS: povos pré-históricos e primitivos, América antiga (pág. 45).
In:
GOMBRICH, Ernest Hans (1909-2001).
A história da arte.
Rio de Janeiro: LTC, 2013.
1046 p.

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